3 Néfi 13:34 | Quando você sente que nunca faz o suficiente, lembre-se desta escritura
Enquanto aprendo a ser mãe dos meus dois filhos pequenos, há uma frase que se repete constantemente em minha mente: “basta a cada dia o seu mal”, de 3 Néfi 13:34.
Sempre achei que essa era a maneira do Salvador de tranquilizar Seus discípulos, mostrando que, assim como os lírios e os pardais, eles teriam exatamente o suficiente para sobreviver de um dia para o outro. Muitas vezes repeti essa frase de forma até irônica, como se ela fosse o meu mantra de sobrevivência.
Mas então, por curiosidade, resolvi pesquisar o significado mais profundo da palavra “suficiente”. Embora “suficiente” venha de um termo latino que significa “adequado”, o equivalente em inglês, enough (“o suficiente”), tem origem em uma palavra do inglês antigo com um significado muito mais rico. A origem de enough envolve dois elementos principais: o prefixo indica completude, plenitude ou união. Já a raiz significa “alcançar”, “atingir” ou “obter”.
Assim, de certa forma, a palavra significa “alcançar ou atingir a plenitude, a completude ou a união.”

Que diferença isso faz!
Nossa compreensão da escritura deixa de ser: “Você terá apenas o suficiente para passar de um dia para o outro” e passa a ser: “Cada dia está aperfeiçoando você. Cada dia é completo. Cada dia contém sua própria plenitude.” E cada dia, com nossa consagração intencional, nos une de maneira cada vez mais completa à comunhão com uma Trindade plenamente generosa.
Hoje, escolho entender essa perspectiva da seguinte forma: você pode ser, ao mesmo tempo, alguém completo e alguém que ainda está em processo de aperfeiçoamento.
Assim, quando o bebê chora porque está com fome mais uma vez, quando a criança pequena reclama porque preparei exatamente o almoço que ela havia pedido, quando tropeço no cachorro que não sai do meu pé e tento engolir ovos mexidos já frios porque ainda não consegui comer o dia inteiro e sinto que estou prestes a desmaiar, repito essa frase em meu coração: “Basta a cada dia o seu mal.”
E não apenas quanto ao “mal” (às exigências) daquele dia, mas também quanto à minha própria plenitude. Uma experiência pequena, porém transformadora, para um ser eterno.
Os dias acabam se misturando, mas também se somam. Eu amo os vislumbres que recebo de onde estou chegando e do quanto já caminhei. Minha vida é suficiente — mais do que suficiente — para mim. Que presente maravilhoso!
Fonte: LDS Living
Veja também
Post original de Maisfé.org
