“Isso muda tudo”: Irmã Amy Wright ensina missionários sobre o Plano de Salvação
Foi por amor perfeito aos Seus filhos que Deus preparou um plano divino de salvação, capaz de conceder imortalidade e vida eterna a cada um deles. Foi esse o ponto de partida da mensagem que a irmã Amy A. Wright, primeira conselheira da Presidência Geral da Primária e integrante do Conselho Executivo de Missionários, levou aos missionários do Centro de Treinamento Missionário (CTM) de Provo, em Utah, nesta terça-feira, 28 de julho.
Para explicar por que conhecer e ter um testemunho do plano de Deus “muda tudo”, a irmã Wright recorreu à imagem de um quebra-cabeça: é difícil entender como uma peça solta se encaixa no conjunto até que as bordas, a estrutura básica, estejam montadas. Só com essa base é possível ganhar perspectiva; e uma peça que ainda não parece se encaixar pode, por enquanto, ser deixada de lado.
Segundo ela, os missionários podem usar esse mesmo processo tanto para entender melhor seu próprio propósito quanto para ajudar as pessoas que ensinam. “Ao fornecer esse contexto básico, vocês podem ajudar outras pessoas a enxergar o quadro geral, trazendo esperança e clareza para as partes da vida delas que ainda não fazem sentido”, disse.

As quatro verdades que sustentam o plano de Deus
A irmã Wright listou quatro verdades fundamentais do plano de salvação que, segundo ela, ajudam os missionários a cumprir seu propósito:
- Jesus Cristo é a figura central do plano de salvação de Deus.
- Os filhos de Deus viveram com Ele antes de nascer.
- Sob a direção de Deus, o Pai, Jesus Cristo foi o Criador da Terra.
- As pessoas podem retornar para viver com Deus, o Pai, e Jesus Cristo, como famílias eternas.
Ela lembrou que o manual Pregar Meu Evangelho ensina que os missionários devem sempre concentrar sua mensagem em Jesus Cristo e na Restauração de Seu evangelho — algo que, segundo ela, torna as lições muito mais significativas e espiritualmente poderosas.
Já entender que vivemos com Deus antes desta vida, e que podemos retornar a Ele, dá um significado mais profundo ao papel das famílias. “Jesus Cristo e Sua Expiação infinita são o que tornam as famílias eternas possíveis”, explicou.
Ensinar “com a exaltação em mente”
Essa perspectiva eterna, segundo a irmã Wright, ajuda os missionários a reconhecer que seu trabalho é parte fundamental do esforço de Deus para reunir Seus filhos, e que eles cumprem seu propósito de forma mais profunda quando ensinam já pensando na exaltação.
“Significa ajudar aqueles que vocês ensinam a enxergar o quadro completo, todo o plano de salvação. Começar com a exaltação em mente é, simplesmente, garantir que a preparação para a casa do Senhor aconteça junto com a preparação para o batismo e a confirmação”.
Ela citou um discurso do presidente Dallin H. Oaks na Conferência Geral de abril de 2022:
“Deus deseja que todos nos esforcemos para obter Suas maiores bênçãos possíveis, guardando Seus mais elevados mandamentos, convênios e ordenanças, e tudo isso culmina na construção de Seus templos sagrados no mundo inteiro.”
Segundo a irmã Wright, esse padrão se repete ao longo da história: dos israelitas aos nefitas, dos primeiros Santos dos Últimos Dias até hoje, o Senhor sempre orientou Seu povo a construir templos com a exaltação em mente.

Um poema sobre semear, não colher
Para ilustrar esse ponto, a irmã Wright exibiu um vídeo com um poema escrito por seu próprio filho durante a missão dele, sobre um missionário que esperava colher, mas que, na verdade, passou a missão semeando, depois que outra pessoa já havia arado aquele terreno antes dele. Em seguida, convidou os missionários a compartilharem o que haviam aprendido; muitos falaram sobre como sabem que fazem parte da obra de Deus, o Pai.
A exaltação, ensinou a irmã Wright, só é possível por causa de Jesus Cristo, e por meio de fazer e guardar convênios sagrados com Ele e com Deus, o Pai. Escolher esse caminho também significa escolher fazer parte de uma família eterna, com capacidade de aumento eterno. “Qualquer coisa que este mundo possa nos oferecer empalidece drasticamente em comparação”, afirmou.
Voltar para casa “de outro jeito”
A irmã Wright encerrou citando Mateus 2:11–12, um trecho que, segundo ela, já compartilhou com missionários ao redor do mundo. É o relato dos Magos que encontraram o menino Jesus, O adoraram e, em seguida, “partiram para o seu próprio país por outro caminho”.
Para ela, essa não foi apenas uma mudança de rota, mas uma transformação espiritual, e o mesmo deveria valer para os missionários depois da missão: que, por causa da experiência deles com o Salvador, voltem para casa transformados para sempre, “por outro caminho, um caminho mais alto e mais santo”.

O maior milagre, segundo o marido dela
O marido da irmã Wright, o irmão James M. Wright, também discursou brevemente aos missionários, falando sobre milagres. Ele lembrou que João 6 registra vários milagres de Cristo, alimentar as multidões, andar sobre as águas, mas que talvez o maior milagre daquele capítulo seja o do testemunho.
Assim como Pedro, disse o irmão Wright, os missionários ali presentes também creem que Cristo é o Filho do Deus vivo e que tem as palavras da vida eterna (ver João 6:67–69). “Esse é o grande milagre, e vocês estão aqui se preparando para sair e compartilhar essa mensagem com aqueles que foram chamados para servir.”

O que os missionários aprenderam
O élder Luke Beesley, de Salt Lake City, designado para a Missão de New Jersey Morristown, disse ter aprendido que a conversão é um processo que dura a vida inteira. “Por meio do Pai Celestial e de Jesus Cristo, todas as coisas são possíveis, especialmente se continuarmos nos convertendo, com fé em Jesus Cristo, guardando os mandamentos e tomando o sacramento todas as semanas”, afirmou.
Já seu companheiro no CTM, o élder Nathaniel Bennion, de Atlanta, na Geórgia, disse saber que Jesus Cristo é o centro do plano de salvação, e que os missionários desempenham papéis diferentes dentro dessa obra. “Alguns de nós preparam as pessoas, alguns plantam as sementes do Seu evangelho, e outros colhem e batizam de fato, e cada papel é tão importante quanto o outro”, disse.
Fonte: Church News
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Post original de Maisfé.org
