Igreja completa 40 anos na República Democrática do Congo
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias divulgou no site do Church News a celebração dos 40 anos de sua presença na República Democrática do Congo. A cerimônia aconteceu em 3 de setembro, na sede da estaca de Kinshasa, e reuniu autoridades do governo, líderes religiosos, líderes eclesiásticos e membros vindos de várias regiões do país.
O élder David Ngabizele, Setenta de Área da Área África Central, presidiu o evento. “Por 40 anos, o Senhor preparou Seu povo na República Democrática do Congo, fortaleceu-o em períodos de provação e o conduziu a um crescimento notável”, disse.
Ele fez questão de apontar a data para a frente, e não apenas para trás:
“Esta celebração não é apenas um olhar para o passado. É um chamado à nova geração para continuar, com fé, integridade e compromisso, a obra de edificar o reino de Deus.”
A programação incluiu apresentações sobre o trabalho humanitário da Igreja no país, saúde, educação, acesso à água potável, resposta a emergências e autossuficiência, números do coro, apresentações culturais e uma retrospectiva histórica conduzida pelo élder Édouard Ngindu, historiador e missionário da Igreja.
Entre os convidados estavam Marc Ekila Likombo, ministro de Estado e ministro da Formação Profissional da RDC, que parabenizou a Igreja pelas iniciativas humanitárias e educacionais, e o coronel Ntemi Lukombo Esaïe, representante do Exército de Salvação.

Reconhecimento legal no país
A data marca o ano em que a Igreja obteve reconhecimento legal no país, que então se chamava Zaire. Foi em 1986, e tudo aconteceu num intervalo de poucos meses.
Ralph Bay Hutchings e Jean Hutchings, o primeiro casal missionário, chegaram a Kinshasa em fevereiro. Em 12 de abril foi assinado o documento do reconhecimento oficial. E em 1º de junho aconteceu o primeiro batismo em território congolês.
O batizado era um adolescente de 14 anos, Junior Banza. Hoje ele preside a Missão Kinshasa Norte. Poucas biografias resumem tão bem o que aconteceu no país desde então: o primeiro convertido virou líder de uma das missões que o crescimento tornou necessárias.
O sobrenome, aliás, não é coincidência. Parte dos primeiros congoleses a se filiar à Igreja havia se convertido fora do país, a família Banza estudava em Genebra, na Suíça, e Nkitabungi Mbuyi, na Bélgica, chegou a servir missão na Inglaterra. Quando os missionários desembarcaram em Kinshasa, já havia gente esperando por eles.
No ano seguinte veio a Missão Kinshasa e, em 30 de agosto de 1987, o élder Marvin J. Ashton, do Quórum dos Doze Apóstolos, dedicou o país à pregação do evangelho. O élder Alexander B. Morrison, Setenta Autoridade Geral, também participou daquele período inicial.

O crescimento após o reconhecimento
O crescimento não foi imediato. Em 1988, dois anos após o reconhecimento legal, havia cerca de 400 membros. Em 1995, 5.300. A primeira estaca do país só foi organizada em 1996, uma década depois da chegada dos missionários.
A virada veio depois. Em 2009 eram cerca de 21 mil membros; em 2014, quase 43 mil; em 2019, perto de 69 mil. Nos últimos anos, a curva ficou mais íngreme ainda, chegando aos cerca de 160 mil atuais, distribuídos em 44 estacas, 10 distritos e mais de 430 congregações.
Hoje é a terceira maior população de santos dos últimos dias da África, atrás apenas da Nigéria e de Gana. O país tem ainda sete missões e um centro de treinamento missionário em Kinshasa.

Do templo mais distante ao templo em casa
Por boa parte dessas quatro décadas, participar de ordenanças do templo significou atravessar o continente. O templo mais próximo era o de Joanesburgo, na África do Sul, a mais de três mil quilômetros, uma viagem fora do alcance da maioria das famílias.
Isso mudou em 1º de outubro de 2011, quando o presidente Thomas S. Monson anunciou o Templo de Kinshasa. As obras começaram em 12 de fevereiro de 2016, em cerimônia presidida pelo élder Neil L. Andersen, e o templo foi dedicado em 14 de abril de 2019 pelo élder Dale G. Renlund. Foi o quarto templo construído na África, depois de África do Sul, Gana e Nigéria.
Desde então, outros três foram anunciados para o país: Lubumbashi, em abril de 2020, com obras iniciadas em agosto de 2022; Kananga, em outubro de 2021; e Mbuji-Mayi, em outubro de 2023.
Fonte: Church News.
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Post original de Maisfé.org
